terça-feira, 24 de janeiro de 2012

ACREDITE, SE QUISER

A propósito da proximidade das eleições.

Ultimamente me tem dado muito prazer abrir os jornais, ouvir ou assistir aos noticiários de rádio e TV. É muito bom saber que as pessoas estão comprometidas para solucionar problemas que há muito vêm perturbando nosso sono.
Mais ônibus para que o trabalhador não tenha que ficar horas no ponto. Segurança para que, caso o ônibus se atrase, ele, usuário, não seja assaltado enquanto espera. Prontos-socorros modernos, com pessoal preparado, educado e que gosta do que faz. 
O idoso será tratado com respeito. Nada de ir para a fila de madrugada para receber sua pensão ou ser atendido pelo INSS. Prometem até atendimento domiciliar para o recadastramento!
As escolas terão o número de vagas aumentado, para que nenhuma criança fique sem estudar e os professores irão sorrindo para o trabalho, felizes com a missão de educar e com o salário que recebem para cumpri-la.
Os pais de família terão mais oportunidades de emprego, pois falam em pólos industriais nas cidades, aumentando a oferta de vagas. Primeiro emprego? Deixou de ser problema. O adolescente sairá da escola, com vaga garantida.
Fome? Nem pensar. Alimento para todos.
As famílias que moram à beira dos rios não terão mais com que se preocupar. Obras que evitarão inundações estão sendo feitas a toque de caixa. As chuvas podem começar que serão bem-vindas.
A natureza receberá atenção especial. Nada de desperdício. Preservar a fauna e flora será palavra de ordem.
Saneamento básico, moradia para todos, ruas asfaltadas, atendimento às pessoas carentes, incentivos às atividades esportivas e culturais, diálogos com representantes da sociedade... e vai por aí afora.
Entusiasmado, eu contava tudo isso para um amigo, quando um desmancha-prazeres interrompeu. Perguntou se eu não sabia que estamos próximos das eleições. Que nessa época é assim mesmo. Os que estão mandando, dizem ter feito bem mais do que quem mandava antes e prometem fazer muito mais ainda. Os que pretendem mandar, também prometem. Nem têm certeza se conseguirão cumprir, mas isso não importa. Ninguém vai cobrar, mesmo.
Quanto pessimismo, pensei. Esse desmancha-prazeres não deve estar bem informado. Se fossem apenas promessas eu saberia, afinal, sou muito desconfiado. Costumo acreditar somente em coisas que não deixam a menor dúvida quanto à possibilidade de acontecer ou existir.
E fomos embora. Cuidar de nossos afazeres. Era véspera de Natal e eu ainda tinha que encher meu sapato de capim, para que as renas do Papai Noel tivessem o que comer quando, ele viesse trazer meu presente.

Um comentário:

AINDA PENSANDO O NATAL

  , Senhor Papai Noel, gostaria de fazer algumas observações que me parecem pertinentes. Contrária à situação do ano passado, neste, não f...