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| Vale do Sol Foto sem data |
Identificação, mensalidades em dia, entrada liberada.
Ruazinha de terra, estreita, em meio às árvores e plantas ornamentais. Acesso a um vale que, da portaria, não era possível avistar.
Contornada a curva, à direita, uma casa. Talvez do proprietário ou do responsável pelo local. Não sei dizer. Um pouco mais à frente, ainda à direita, um galpão. Grande, sem paredes laterais. Utilizado para bailes, festas ou mesmo para repouso e reunião de amigos.
Depois, os vestiários. De frente para a piscina. Pequena, aconchegante e disputada nos dias mais quentes. Entrada controlada pelo porteiro. Ludibriado, às vezes, com um comprovante de exame médico emprestado de um amigo ou por uma ducha no vestiário, para dar a impressão de que já estivera na piscina. Coisas da adolescência.
Lá no fundo do terreno, um bosque com churrasqueiras. Lanchonete. Campos de bocha e de futebol. Em uma das laterais do terreno, um pequeno córrego de água limpa e muito fria. Vinha, acredito eu, lá dos lados da fábrica de pólvora.
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| Vale do Sol Foto sem data |
Saindo do campo, passando pela lanchonete e seguindo por uma ruazinha à direita, em meio à vegetação, chegava-se a uma outra casa. Que me lembre, era usada para exames médicos e administração. De lá se avistava quase que todo o terreno. À direita o lago e à frente o parquinho. Proibido para maiores de dez anos, se não me engano. Balanços, gangorras e escorregadores. Miniaturas de casas. Coloridas e enfeitadas. Diversão das crianças.
O córrego, o mesmo que passava ao lado do campo de futebol, cruzava toda a extensão do parquinho, exagerando nas curvas como se quisesse prolongar sua permanência naquele espaço infantil e encantado. Ia descansar suas águas no lago da entrada.
Nos finais de semana faltava espaço para tanta alegria. Risos e vozes ecoavam por todo o vale. Na água, os rapazes exibiam suas habilidades. Mergulhos e braçadas fortes. As garotas, em seus banhos de sol, emprestavam um colorido todo especial ao piso que circundava a piscina.
As crianças corriam de um lado para outro. Ora na piscina, ora no parquinho. Não tinham parada. Esbanjavam energia. Ainda bem.
Para os adultos que queriam apenas sossego, o deleite das caminhadas por entre a vegetação ou da soneca à sombra das árvores ou de um quiosque, depois do churrasco ao lar livre.
| Entrada do Vale do Sol Foto: Ayrton Corrêa 20Mar2009 |
E essa era a rotina deliciosa daquele ponto de encontro de boa parte dos moradores da cidade.
Um dia voltei para visitá-lo. Boa tarde! Eu poderia entrar para rever este lugar?
_ Boa tarde! Sinto muito, mas está fechado. Respondeu-me o rapaz a quem me dirigi.
As piscinas estão vazias. O mato toma conta de tudo. Os esgotos invadiram o pequeno córrego. Tudo está abandonado. Completou.
Saí dali com uma certeza: o Vale do Sol agora é apenas uma saudosa lembrança.


Que pena... muito triste!
ResponderExcluirEsse era um dos patrimônios da cidade e, assim como muitos outros, desapareceram (ou ainda desaparecerão) sem deixar rastros.
ResponderExcluirQUE SAUDADES... Tempo bom, fiquei emocionado em rever este local. Na verdade, até hoje, com 42 anos, sinto muita falta deste lugar, que pretendo visitar um dia para ver como está atualmente. Parabéns pela divulgação.
ResponderExcluirUm abraço.
Como não tem assinatura, não sei de quem é esse comentário, mas vai aqui uma sugestão: não demore muito pra visitar; pode não ter mais nada no lugar.
ResponderExcluirMeu avo tomava conta do parquinho ele morava numa casa que tia em tinha goiabas ameixas era uma casa grande, vc descreveu bem como era o vale do sol sinti saudades dos meus avos
ResponderExcluirObrigado por prestigiar esse Blog. Gostaria que você se identificasse para inclui-lo (a) em minha lista de visitantes. Abç
ExcluirMeu nome e sueli Soares de oliveira .
ResponderExcluirBoas Lembranças hoje tenho 39 anos aprendi a nadar nessa piscina de coração lembro do meu pai que dizia que ele era socio REMIDO ate parecia que era proprietario do clube , brincava com minhas irmas nas casinhas tão proximo dos escorregadores e dos brinquedos de balançar e minha maé comendo no bar de madeira lá no fundo do club QUE SALDADE !!!!!
ResponderExcluirMeu nome é Fabiano Correa...
ResponderExcluirHoje fui lá pra matar a saudade...
E infelizmente nao existe mais nada...
Só existe lembranças de um lugar maravilhoso da minha infancia...
Q nao exite mais...