Olhar
perdido no horizonte.
Ao
seu lado, na pedra fria da plataforma, o boné,
companheiro
de muitas jornadas.
As
mãos calejadas acariciam a barba por fazer e
disfarçam
a lágrima que teima em denunciar sua tristeza.
Vasculha
o passado.
Um
sentimento de impotência lhe invade a alma.
O
baque surdo da marreta se mistura aos motores das máquinas
demolidoras.
Por
quê? Alguém pode explicar?
Ouve,
ainda, o ranger dos freios.
O
som plangente do apito a vapor.
Na
lembrança, os grossos rolos de fumaça se misturam
à
algazarra feliz das crianças em traje de domingo.
A
estação lotada. Abraços na chegada. Acenos na partida.
Por
quê? Alguém pode explicar?
Tempos
depois, a vez da elétrica.
Progresso,
prosperidade.
E,
agora, outras máquinas passam barulhentas.
Derrubando,
arrancando, amontoando, sucatando, destruindo.
E
ele ali, com sua agonia a lhe assar as entranhas,
em
seu adeus silencioso.
Inútil
pedir socorro.
Um
pedaço da sua vida está indo embora.
Testemunhas
solidárias de seu sofrimento.
Por
quê? Alguém pode explicar?




Espricar talves não mas se e que eu estou recopnhecendo essa estaçao muitas vezes estive ali e quantas vezes eu ficava ouvindo o barulho dos sinais da batida de telegrafo sem saber oque era aquilo e sem saber o porque daquelles pontos uma coriossidade acho que voce conhece letras de telegrafia e o siguinificado das batidas tigo assim porque eu acho muito legal apezar de ser passado .... - José Carlos Branco
ResponderExcluir