Nas rádios, as marchinhas se repetiam o dia inteiro.
Letra e melodia fáceis eram feitas para ser cantadas.
Não havia desfiles de escolas de samba e os bailes nos salões animavam os três dias de Momo.
Na minha vila, o carnaval era festejado nas casas, nos arrasta-pés ao som da sanfona. Não havia vitrola.
Na ruas, as crianças se fantasiavam de índio.
A tanga de folhas de mamona do terreno baldio e a cabeça enfeitada com penas catadas no galinheiro.
Fantasia sem custos. Dinheiro também não havia.
Às vezes, uma máscara de cartolina, imitando caras de
animais ou monstros. Máscara presa ao rosto por um elástico fino que passava por trás das orelhas.
animais ou monstros. Máscara presa ao rosto por um elástico fino que passava por trás das orelhas.
As bisnagas com água completavam os adereços para a diversão.
Naquele tempo as bisnagas continham somente água limpa; as máscaras eram apenas enfeites e as manifestações eram de pura alegria.


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