No nosso tempo de criança, era simplesmente a "rua de baixo". Depois descobrimos que ela se chamava Rua Campinas - não me perguntem porquê. Continuou sendo a nossa rua de baixo. Hoje, ela se chama Rua Benedito Corrêa, em homenagem ao meu tio Dito.
Não tinha essas árvores formadas, esse muro alto e essas guias que vocês estão vendo aí. Nem era arrumadinha assim. Coitada era cheia de buracos formados pelas águas da chuva e pelos cascos dos animais. Coitada, nada. Aposto que era bem feliz. Era cheia de crianças de pés descalços.
No lugar do muro, uma cerca de arame farpado. Três fios. O suficiente para evitar a passagem de animais grandes, mas insuficiente para impedir a passagem das crianças pequenas que "invadiam" a chácara, em busca de frutas. Ainda hoje, lá está a chácara, separada da "rua de baixo" pelas altas paredes de um muro triste.

Essa não era a rua onde ficava o GESC do Bairro Portela... Não consigo buscar exatamente na memória, mas me lembro desse muro. Aí, tento lembrar-me se a rua que terminava, em subida, no que todo mundo chamava de "bar da escada". Tenho 46 anos, e mudei-me para o Portela em 1972. Asfalto nem pensar; a boiada ainda descia às vezes pela rua Sorocaba... Aos sábados, jogava futebol o dia inteiro: seja na rua em que eu morava - descida improvável - com o Bil, o João (goleiro)... Os irmãos Dema, Tame, Celso, Miguel... Aí tinha os irmãos Luiz e Beto; seja no campinho no meio da horta do japonês, ou num descampado do lado da escola... Emocionante lembrar!
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