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| 1986 |
Era o acesso principal para o bairro Portela.
Essa era a vista de quem vinha da estação. Lá no alto o caminho se divida em "Y"; à esquerda, a Rua São Paulo, ou "a rua do Tino", para os mais íntimos. Na direção da construção mais alta, havia dois eucaliptos que serviam de apoio para nossas cabanas ou de suporte para as cordas de nossos balanços. Ah, ali ficavam dois de nossos pontos preferidos: o campinho de futebol e o campo de malhas.
Pelo caminho da direita se entrava na vila, no bairro do Jardim Portela. Onde ficava a maior parte das casas e o comércio, representado pela única venda de secos e molhados, ora de um dono, ora de outro.
Essa era, também, a estrada da boiada, a estrada por onde o gado, descarregado na estação, era conduzido ao matadouro que ficava no extremo oposto da vila.
Esse é apenas um dos muitos pedaços da nossa infância e que, hoje, guarda silencioso um pouco da nossa história.

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