A noite apenas se iniciava e os jovens chegavam aos poucos. No pátio da Igreja de São Judas Tadeu, o santo padroeiro da cidade, uma pequena construção, ao lado da casa paroquial, se destacava.
Telhado de duas águas, uma varanda
a proteger a porta de entrada, duas amplas janelas e dois degraus de escada
compunham a vista que se oferecia, quando olhada de frente para a fachada
principal.
Na parede, logo acima do telhado
da varanda, escrito em letras graúdas: “CJC – Comunidade de Jovens Cristãos”.
Jovens, esses, que, naquele espaço aconchegante, se reuniam nas noites de fim
de semana para os tão esperados encontros entre amigos.
No interior da sede da CJC, como
a chamávamos, algumas mesas dispostas no centro do salão, deixando espaço para
quem quisesse dançar ao som dos discos de vinil, rodados na vitrola
estereofônica.
Sob os olhares atentos (nem
sempre, convenhamos) do padre Romeo Mecca e dos religiosos que faziam parte da
irmandade da igreja e que, de vez em quando, faziam uma visitinha, a diversão e
paqueras faziam parte das noitadas que raramente iam além das dez horas.
Ainda me lembro de alguns dos
nomes de seus frequentadores e que, acredito, também se lembrem com saudade
daqueles bons tempos: Batiá, Cida, Ditinha, Edna, João Gordinho, Nazy e Picolé.
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