PEGANDO
CARONA
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N
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aquele tempo, se não repetisse, a gente ficava quatro
anos na escola e recebia um diploma. Os que tinham condições de imediato,
seguiam em frente. Faziam o curso de admissão, ginásio, colégio e faculdade. Os
que não podiam, paravam nos quatro anos. Alguns, para sempre, outros, até que a
situação melhorasse.
Na
cidade, havia dois grupos escolares: Grupo Escolar Marechal Cândido Rondon e
Grupo Escolar Dr. Raul Briquet. Eu estudei no primeiro. Dois barracões de
madeira, ali onde hoje fica a Praça 18 de Fevereiro. Depois, acho que quase no
final do curso, mudamos para um prédio moderno, construído lá pelos lados do
Parque Suburbano. Tinha até campainha cigarra, para substituir o sino que
avisava o início e final das aulas. Ali, para nós, começava a era do concreto.
Trocamos os jardins e o parque infantil à beira do rio pelos muros e escadarias
da nova escola. Isso entre 1957 e 1961.
Não
me lembro do nome de nenhum dos colegas daquela época. Uma vez tentei conseguir
a lista na secretaria da escola. Não me deram. Disseram que é
confidencial.
Depois
do primário, parei um pouco, para tomar fôlego. Em 1967 fui fazer um curso
oferecido pela ferrovia aos filhos e parentes de ferroviários. Curso
de Formação de Oficina, CFO, em Barra Funda. Três anos de curso e um grupo de
amigos dos quais, depois de formado, nunca mais tive notícias. Jonas, Lourival,
João Luiz, Ivaldir, Eraldo... E olha que era um grupo pequeno. Não mais que
vinte alunos, alguns deles das cidades vizinhas. Osasco, Carapicuíba, Km 29,
Jardim Silveira, Jandira, São João Novo, São Roque e Mairinque.
Mais
uma parada, para mais um pouco de fôlego e, de novo nos bancos escolares. De
volta à nossa cidade. No Colégio Estadual de Itapevi, CEI. Turma de 1972 a
1974. Dos professores Wanderley, Kuia, Gegê, Lúcia, Laura e dos colegas
Laércio, Bico, David, Irineu, Lídia, Érica, Osmar, Nilsa e tantos outros.
Em
seguida...
Mas,
e daí? Meu amigo leitor deve estar se perguntando o que tem a ver com isso. Que
eu conte histórias dos outros, vá lá, mas a minha?! O que é isso, agora? Falta
de assunto?
Calma!
Não fiquem bravos! Eu explico.
Quem
leu vai entender e, quem não leu, sugiro que leia o excelente artigo “20 anos
depois”, da coluna “O Som do Marcão”, edição de 22 de abril. Nosso colunista,
quando a saudade bateu, contou pra todo mundo. Falou da sua escola e da sua
turminha. Das festinhas e dos “xavecos” e da falta de notícia de seus amigos.
Lamentou tê-los perdido de vista.
Com
certeza ele encontrou resposta. Impossível que seu sutil e implícito apelo não
tenha despertado a sensibilidade da Cláudia, Claudete, Mirtes, Edna, Flavio,
Vagner, Val, Patrícia.
Entenderam
agora? Estou copiando, sim. Copiando de quem sabe das coisas. E os meus amigos,
por onde andarão?
Com
licença, Marcão, mas sua ideia foi muito boa e é nela que estou pegando carona.
Texto
publicado em 26/8/2006
Texto do livro
"Itapevi - minha cidade - em dois tempos - 2018 - À venda em
clubedeautores.com.br

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