ITAPEVI...
João Benedito Trindade (Tuco)
Que nunca vou
esquecer,
Ali...
Muito aprendi,
Ali...
Comecei minha
vida escolar,
Ali...
Aprendi a amar...
Itapevi...
Família completa!
Nossas diversões
se limitavam ao nosso quintal, meus irmãos e eu.
Era divertido
assistir às pessoas se aglomerando na Estação à espera do trem...
Era divertido,
meu irmão e eu, montados em uma montanha de dormentes, em cima do trole, onde
eram transportados para manutenção dos trilhos.
De Itapevi até
Amador Bueno, íamos levados pelos funcionários, da antiga Ferrovia Sorocabana,
que faziam a manutenção dos trilhos, trocas de dormentes.
Para nós,
diversão...
Para eles,
trabalho!
O movimento do
trole se dava com o bater dos pés, como um motor de arranque ou, até mesmo,
como um moto perpétuo. O movimento inicial e lá íamos nós pela linha férrea!
Homens, pais,
cidadãos que nos proporcionavam diversão. Contadores de causos.
Itapevi!!!
Vivi parte da
minha infância, parte da minha adolescência, nos idos anos cinquenta e
sessenta...
Restam saudades
daqueles tempos.
Aquele simples
rincão brasileiro se transformou em cidade dormitório
Muita gente...
Difícil identificar... Cresceu...
... Mas não
perdeu sua essência, ainda continua em meu coração.
Itapevi...
Quando cedo me
levanto,
Vejo no céu o sol
surgir
Vejo a beleza
desta terra
Lindo recanto do
Brasil.
Respiro com muita
alegria
Sinto forças para
viver
Nesta Terra onde
nasci
Quero ficar até
morrer.
Itapevi...
Itapevi
Teu progresso é
assustador.
Por tua
emancipação
Lutaremos com
ardor.
Unidos seremos
fortes
Por uma luta sem
paz
E por tua
felicidade
Até meu sangue
hei de dar.
Itapevi...
Itapevi...
Trecho do Hino da
Emancipação, cantado pela primeira vez por minha irmã, Irene. Compositor João
Domingues, nascido em Itapevi.
Meu pai, Celso Trindade, Chefe da
Estação, esteve na luta pela Emancipação de Itapevi, junto daquele que seria o
seu primeiro prefeito, Sr. Rubens Caramez.
Assim a história
se fez...
João
Benedito Trindade (Tuco) – Biomédico, Cirurgião Dentista, pós-graduado em
Implantodontia. Gosta de música, dança e, nas horas vagas, escreve suas memórias,
poemas e poesias.
Texto do livro
“Pedras preciosas - Histórias de Itapevi” – 2018, publicado e disponível para
aquisição no Clube de Autores, www.clubedeautores.com.br

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