APRESENTAÇÃO
Nossa cidade não é mais a mesma, aliás, nem
poderia ser. O progresso avançou sem pedir licença. Jogou, para debaixo do
tapete da modernidade, os traços que poderiam nos remeter a outros tempos.
Escondeu, das novas gerações, quaisquer indícios que pudessem lhes dar uma vaga
ideia de como era a cidade de seus pais, de seus avós.
As
ruas esburacadas, ora empoeiradas ora enlameadas, ganharam asfalto. O
pisca-pisca dos vaga-lumes, a chama trêmula das lamparinas e a luz
encantadoramente azulada da lua, que antes quebravam a escuridão, foram substituídos
pela fria, prática e moderna iluminação elétrica.
Nas
casas, não mais chaminés, porque não mais fogão a lenha. As cercas de taquara
cederam espaço aos altos muros e os portões de ripas trançadas perderam lugar
para os pesados e metálicos portões.
Informações
sobre nossa cidade, somente nos bancos escolares. Sua área, população,
altitude, clima localização e dados econômicos, por exemplo. Mas Itapevi é só
isso? A história termina aí?
Não,
nada disso. Seus moradores, aqueles que deram vida a essa nossa terra, têm
muito mais para contar. Afinal, fazem parte de sua história, ou melhor, fizeram
e continuam fazendo a história da cidade. Às vezes até tentam contar um pouco
do que sabem. Chegam a fazer algumas anotações, sonhando com que um dia alguém,
um filho, um neto ou bisneto tenham a curiosidade de lê-las.
Pois bem, “Pedras preciosas – Histórias de
Itapevi” é parte da realização desse sonho. É uma coletânea de textos de
autores que têm relação com a cidade. O livro traz a público as mais belas
histórias até então arquivadas nas lembranças e nas anotações cuidadosamente
guardadas no fundo das gavetas.
Ayrton
Corrêa
F i m...
... das
histórias nas gavetas. Que essa experiência se repita; que muitos outros causos
possam ser revelados, para deleite de nossos leitores.
Texto
do livro “Pedras preciosas - Histórias de Itapevi” – 2018, publicado e
disponível para aquisição no Clube de Autores, www.clubedeautores.com.br
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