FAMÍLIA SANT’ANNA
Neusa Maria Sant’anna de Souza
A
minha família veio morar em Itapevi quando eu tinha um ano e meio de idade. Nós
somos cinco irmãos, quatro mulheres e um homem: Nercy, Nair, Nadir, Neusa e
Juraci. Estudamos no Grupo Escolar Dr. Raul Briquet.
Meu
pai era Bombeiro da Polícia Militar. Era muito respeitado pelos vizinhos, uma
pessoa muito boa e se dava muito bem com todo mundo.
Vou
falar um pouco da minha infância. Eu gostava muito de brincar de casinha; eu a
Cleia e a Luci Barranco.
Em
frente a minha casa tinha uma olaria onde nós pegávamos barro para fazer
tijolinhos na lata de sardinha e passávamos o dia inteiro brincando com isso.
Brincava também com boneca e fazia cavalinho com chuchu e palitos de fósforo,
mas o que eu gostava era de pular corda, pega-pega, amarelinha, roda-roda e
passa-anel.
O
tempo foi passando. Eu comecei a ir ao cinema, à matinê; meus pais não me
deixavam ir à noite, pois eu não tinha idade para isso. Meu pai era muito
enérgico.
Eu e
minhas irmãs não víamos a hora que chegasse o Natal para irmos à festa dos
Bombeiros, quando ganhávamos bonecas e doces. A festa era em São Paulo e, para
nós, era uma viagem muito divertida.
Outra
coisa que marcou muito minha época no Portela foi a boiada que passava toda
semana. Quando estourava, os bois passavam por dentro do nosso quintal, quebravam
toda a cerca. Para nós, era diversão.
Lembro-me
dos meninos da época: Chico, Cirilo, Vanderlei, Daniel, Leia, Israel e Bimba.
Estes eram os mais chegados.
Como
eu sou a mais nova da casa, não frequentei muito os bailinhos do Portela. Eu
gostava muito de Carnaval. Meu pai me levava à matinê no salão de um amigo
dele, de quem, no momento, não me lembro do nome. Esse salão ficava na Praça 18
de Fevereiro.
Eu
gostava também de andar de barco com o Leia, irmão do Daniel. Íamos todas escondidas
do meu pai. Ele não ia deixar nunca (riso).
Quando
saiu a televisão, só o seu Gino que tinha; era o pai do João Torto nosso
vizinho. Ele chamava a gente para assistir desenho; para mim era a coisa mais
interessante que já vi; eu gostava muito.
Com os
meus 14 anos tinha bastante paquera, mas gostei de um que hoje é meu marido. No
dia 13 de maio, vamos fazer bodas de ouro, graças a Deus. Tivemos três filhas
maravilhosas. Antonio é o melhor pai do mundo, bom marido.
Neusa
Maria Sant’anna de Souza –
Nasceu em São Paulo, no bairro do Cambuci. Mora em Itapevi desde 1950. Filha de
Benedito Sant’anna e Maria da Penha Sant’anna. Casada com Antonio Corrêa de
Souza.
Texto do livro
“Pedras preciosas - Histórias de Itapevi” – 2018, publicado e disponível para
aquisição no Clube de Autores, www.clubedeautores.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário